Emoção vs. Razão: Como a sua mente sabota seus investimentos (e como reverter isso)

Se você perguntar a um investidor experiente qual é o seu maior adversário no mercado financeiro, a resposta provavelmente não será a inflação, as taxas de juros ou a volatilidade. O maior inimigo dos seus investimentos, muitas vezes, é você mesmo.
Por mais que a gente goste de pensar que tomamos decisões 100% racionais com o nosso dinheiro, a ciência nos mostra o contrário. A área de Finanças Comportamentais estuda exatamente isso: como os nossos instintos e emoções afetam a nossa carteira.
Entender as armadilhas da sua própria mente é o primeiro passo para parar de perder dinheiro e melhorar o seu processo de tomada de decisão. Abaixo, listamos os 3 maiores "vícios" psicológicos dos investidores e como você pode se blindar contra eles.

1. Aversão à perda: Por que é tão difícil desapegar de um investimento ruim?
Estudos mostram que a dor psicológica de perder R$ 1.000 é cerca de duas vezes maior do que a alegria de ganhar os mesmos R$ 1.000. Nós somos programados biologicamente para odiar perder.
Como isso sabota sua carteira: O investidor compra uma ação e ela cai 40% porque os fundamentos da empresa pioraram. Em vez de assumir o prejuízo, vender e alocar o dinheiro em algo melhor, ele decide "esperar empatar para sair". Ele se apega àquele ativo ruim apenas para não ter que materializar a perda.
A Solução: Separe o seu ego do seu dinheiro. Se você não compraria essa mesma ação hoje pelo preço atual, por que continua segurando ela na sua carteira?
2. Efeito Manada (O famoso FOMO): O perigo de seguir a multidão
O FOMO (Fear of Missing Out, ou "medo de ficar de fora") ataca forte quando o mercado está em alta. O noticiário só fala de um determinado ativo, o vizinho comenta no elevador que está ganhando muito dinheiro com ele e, de repente, você sente que é o único que está perdendo a oportunidade da década.
Como isso sabota sua carteira: Movido pela ansiedade, o investidor acaba entrando no investimento quando ele já está no topo histórico, pagando muito caro. Quando a euforia passa e os preços corrigem, ele amarga prejuízos enormes.
A Solução: Lembre-se da máxima de Warren Buffett: "Tenha medo quando os outros são gananciosos e seja ganancioso quando os outros estão com medo". Decisões de investimento devem ser baseadas nos seus objetivos e no valor real do ativo, não no que está nos Trending Topics do Twitter.
3. Viés de Confirmação: Você está analisando ou apenas torcendo?
O ser humano tem a péssima tendência de buscar apenas informações que confirmem aquilo em que ele já acredita, ignorando sumariamente qualquer dado em contrário.
Como isso sabota sua carteira: Você decide investir na "Empresa X". A partir desse momento, você só lê as análises positivas sobre ela. Se sai uma notícia de que a empresa está com dívidas altas, você a descarta como "ruído de mercado". Você parou de analisar o ativo e passou a torcer por ele.
A Solução: Brinque de "advogado do diabo" com a sua própria carteira. Antes de fazer um aporte relevante, busque ativamente ler análises pessimistas sobre aquele ativo. Se a sua tese sobreviver aos piores cenários, aí sim é hora de investir.
Como proteger o seu patrimônio da sua própria mente?
O mercado financeiro oscila todos os dias, mas a sua estratégia não deveria. A melhor forma de não cair em armadilhas emocionais é ter um processo claro e objetivo na hora de investir.
Ter disciplina fica muito mais fácil quando você não precisa tomar todas as decisões sozinho. Nós, da S7 Investimentos, estamos aqui justamente para trazer essa racionalidade com matérias e posts didáticos que, ajudando você a focar na sua estratégia de longo prazo, independentemente do humor do mercado.
Muito obrigado por ter lido até aqui, em breve teremos mais conteúdos abordando esse tema.

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